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APAEB: uma das 10 melhores do
Brasil |
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Ismael Ferreira, ao receber o troféu em
nome da APAEB
A APAEB Valente
recebeu da Caixa Econômica Federal na terça-feira (22) o prêmio
Melhores Práticas em Gestão Local. Além de ser considerada uma das
melhores práticas locais no país, incluindo tanto iniciativas da
sociedade quanto governamentais, a associação de produtores estará
concorrendo numa premiação mundial semelhante, que acontece no ano
que vem, promovida pela ONU.
A premiação aconteceu na sede da Caixa em Brasília, com a presença
do Consultor Especial para Planejamento Estratégico do Habitat/ONU,
Nicholas You, que teve uma conversa com o diretor executivo Ismael
Ferreira e foi incentivado pelas pessoas que já estiveram na APAEB,
a vir a Valente conhecer a prática.
O prêmio não oferece valores em dinheiro, mas é considerado muito
importante pelo diretor executivo, que representou a APAEB na
solenidade de premiação. “A premiação mostra o quanto nosso projeto
é sério, viável e tem futuro”. Ismael acredita que isto pode
colaborar para conseguir financiadores das atividades.
Ele ressalta que a importância é maior porque a Caixa trabalha em
praticamente todos os municípios do país e tem contato com inúmeros
projetos. 176 projetos de 20 estados se inscreveram na etapa
inicial. Envolvem ações e programas em que a CAIXA é parceira
financiando, repassando ou prestando apoio técnico-institucional.
A APAEB passou por uma fase de seleção no estado, outra regional e
finalmente uma nacional, que a colocou entre as 20 finalistas. Nos
dias 27 e 28 de outubro um júri composto com 13 profissionais,
representantes do setor público, privado da sociedade civil e o
vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da CAIXA, Jorge Hereda,
escolheu os 10 vencedores, somente revelados no dia 22.
Estes 10 receberam Troféu e Certificado do Prêmio CAIXA Melhores
Práticas em Gestão Local. Serão aplicados para cada um R$ 25 mil na
execução de um trabalho técnico de estudo de caso. Os vencedores
serão inscritos no Concurso Internacional de Dubai de 2006,
realizado pelo programa Habitat da ONU e patrocinado pelo governo
dos Emirados Árabes. A CAIXA vai realizar a produção da documentação
e material de divulgação em inglês, necessários à participação.
Este prêmio internacional prevê a distribuição de US$ 300.000 para
as dez Melhores Práticas do Mundo, classificadas segundo os
critérios estabelecidos pelo HABITAT - Nações Unidas.
BAHIA SE DESTACA
Dos dez projetos
vencedores, a Bahia tem quatro. Um resultado que chamou a atenção
dos presentes. Para o diretor executivo da APAEB, isto mostra o
quanto a sociedade civil está se organizando e precisa se organizar
ainda mais, para também exigir que o poder público municipal e
estadual façam sua parte. Dos quatro projetos baianos, um conta com
recursos do Pronaf (federal) e outro é sustentado pelo município.
Foi a quarta edição do concurso e a segunda vez que a APAEB vai à
última etapa da premiação. Na anterior (2003/2004) ficou entre os 24
finalistas. “Entre as pessoas da Caixa que já conhecem o trabalho,
houve muita torcida por nós. Vibraram quando o nosso nome foi
anunciado entre os 10 vencedores”, conta Ismael.
Ele espera que o reconhecimento possa se traduzir agora em apoio
financeiro da direção da Caixa Econômica, visto que a APAEB tem
solicitações encaminhadas ao banco estatal.
“Esse prêmio não é uma conquista da diretoria e sim de toda a
família apaebana, que tem com tanta dedicação ajudado a construir
esse grande projeto, mesmo com toda dificuldade que vivemos.
Gostaríamos que todos e todas se sentissem premiados”, acrescenta
Ismael.
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OS 10 VENCEDORES
APAEB -Valente
Trançar as fibras do sisal é a vocação regional, que aproveita a
abundância da produção em Valente. Com o surgimento de uma asociação,
a APAEB, os moradores conseguiram melhorar os processos, construíram
uma fábrica e hoje exportam os produtos.
BAÚ DE LEITURA (MOC)- 60 municípios do semi-árido (BA)
Pelas cidades da Bahia, caixas recheadas de histórias e informação
revelam um novo mundo para crianças de todas as idades. Os baús de
leitura são itinerantes e valorizam a cultura regional. Os livros
tornam-se instrumentos de apoio para combater o trabalho infantil
nas comunidades do sertão.
AGROECOLOGIA - Aurelino Leal (BA)
Para as famílias que viviam às margens da BR 101 em Aurelino
Leal, Agroecologia significa mudança de vida. O projeto deu casa
nova, trabalho e profissão ao grupo de sem-terra. Hoje, os
agricultores cultivam produtos orgânicos com manejo correto dos
recursos.
SEMPRE VIVA - Mucugê (BA)
A sempre-viva, flor típica do cerrado, quase desapareceu na
região de Mucugê. Com a criação do Parque Municipal e do projeto de
preservação, a planta agora é uma espécie protegida. Os colhedores,
que viviam da exploração predatória, hoje trabalham com ecoturismo.
A cidade se desenvolveu e hoje é berço de pesquisas científicas,
atraindo especialistas e turistas.
BURITI-LAGOA - Campo Grande (MS)
No lugar da favela, um bairro com infra-estrutura, casas novas e
melhores condições de vida. A região da Lagoa, em Campo Grande, foi
totalmente transformada nos últimos anos. Os moradores contam com
programas sociais e moradias dignas.
COOPERSERRANA - Bento Gonçalves (RS)
Na terra do vinho, a união, o cooperativismo e a auto-gestão
ajudam a realizar o sonho da casa própria. Famílias reunidas em 20
cooperativas habitacionais trabalham juntas, negociam preços e
prazos, organizam os financiamentos, fiscalizam as obras. As casas,
fruto do esforço coletivo, provam a força da determinação e do
trabalho em parceria.
ALTERNÂNCIA - Orizona (GO)
Uma semana na escola. Uma semana em casa. Nesse ritmo alternado,
vivem os alunos da Escola Família Agrícola de Orizona. Com esse
sistema de ensino, os estudantes aprendem técnicas na sala de aula e
as utilizam logo em seguida, nas propriedades em que moram. Teoria e
prática, ao mesmo tempo.
CERRADO EM PÉ - Diorama (GO)
Para preservar o ecossistema do cerrado brasileiro, nasceu a
Agrotec, um sistema comunitário que associa produção agroindustrial
à preservação ambiental. Mais de 100 produtos são extraídos da
biodiversidade da região, com o uso correto dos recursos.
RECICLAGEM - Lençóis Paulista (SP)
Do lixo reciclável vem o sustento de 56 famílias em Lençóis
Paulista. Para catadores e portadores de deficiência, o projeto
Cidade Limpa e Solidária está garantindo renda e melhoria da
qualidade de vida. A usina de reciclagem voltou a funcionar e a
separação do lixo já é um hábito dos moradores, graças aos programas
de conscientização.
REDE SOLIDÁRIA - Pelotas (RS)
Mais do que um programa social, uma rede. Uma Rede Solidária.
Agricultores familiares de Pelotas são estimulados a produzir
produtos orgânicos. E uma parte da produção vai para o Programa Fome
Zero. Além de melhorar de vida, os produtores rurais também
estimulam a solidariedade.
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