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Este conjunto de imagens integra o projeto de
pesquisa “Memórias do Rural”, desenvolvido junto a velhos moradores de
comunidades rurais de Valente (BA). O objetivo central está em retratar as
representações construídas pelos velhos do lugar sobre as mudanças
ambientais aí ocorridas, e suas estratégias de sobrevivência. Reunir as
fotografias com a ajuda dessas pessoas que andam pelos caminhos do
semi-árido baiano, “batizar” cada
imagem, relembrar os encontros nas comunidades e, assim, revisitar todos os
caminhos percorridos foi uma maneira de agradecer a esse “povo de fibra” por
seu acolhimento e pela oportunidade de aprender com eles.
A exposição está estruturada a partir dos seguintes olhares: a cidade de
Valente e seus símbolos e tradições; a Escola Família Agrícola de Valente, a
Pedagogia da Alternância e a Educação do Campo; os velhos agricultores e sua
relação com a terra e seu meio ambiente, ilustrada na organização do
cotidiano e do trabalho em suas propriedades e na convivência com a seca; os
saberes e tradições fabricados na vida de todos os dias dos homens, mulheres
e crianças do campo.
Assim, as plantas da caatinga, a presença do sisal transformando a paisagem,
o imaginário social da seca, os saberes tradicionais, a educação dos jovens
do campo e “dos meus avós”, são aqui retratados como elementos constitutivos
da identidade local e de uma relação particular dos camponeses com seu meio
ambiente.
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