|
|
SABERES DO CAMPO
|
 |
Lá no sertão
Quase ninguém tem estudo
Um ou outro que lá aprendeu ler
Mas tem homem capaz de fazer tudo,
Doutor
Que antecipa o que vai acontecer
Catingueiro fulora
Vai chover
Andorinha voou
Vai ter verão |
Gavião se cantar
É estiada
Vai haver boa safra no sertão
Se o galo cantar fora de hora
É mulher dando o fora, pode crer
Acauã se cantar perto de casa
É agouro, e alguém que vai morrer
São segredos que o sertanejo sabe
E não teve o prazer e aprender ler”
(Uricuri-Segredos do Sertanejo
João do Vale, José Candido) |
| A Educação do Meu Avô |
|
|
 |
 |
Na escola, no “tempo dos nosso
avós”, também era diferente. Antigamente tinha a palmatória...
“Agora tá uma maravilha! Tem carro pra transportar... Não apanha,
palmatória não existe...”
Tinha palmatória de madeira” (Seu Manoel) |
|
Não Escreveu, Não Leu... |
|
|
 |
 |
 |
 |
| Da Pindoba ao Chapéu de Palha |
Pisando a telha |
Mais do que uma panela |
| |
|
 |

Mãos que transformam o barro |
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
(Mãos dadas
Carlos Drummond de Andrade) |
| |
| |
|
|
|