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Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
(Traduzir-se
Ferreira Gullar)
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Seu Amado e suas lembranças |

Moendo a Mandioca na Casa de Farinha |

A flor da palma |
Eu sou a flor que o vento
jogou no chão
Mas fica o galho pra outra flor brotar
As minhas ‘folha’ o vento pode levar
Mas meu perfume fica
Boiando no ar
(A voz do Povo
João do Vale, Luiz Vieira) |
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No sertão é comum o
cultivo de plantas resistentes à seca, como a Leucena e a Palma,
tradicionalmente utilizadas para alimentar o gado. Essas tradições são
passadas de geração a geração, provendo a subsistência do pequeno
agricultor. |
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| Cultivando no sertão |
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Prensando a Massa pro Beiju |
E o mato que é bom, o fogo
queimou
Cadê o fogo, a água apagou
E cadê a água, o boi bebeu
Cadê o amor, o gato comeu
E a cinza espalhou
E a chuva carregou
Cadê meu amor que o vento levou
(Passarim
Tom Jobim) |
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Muitas das tradições do
sertão vêm se perdendo, principalmente no campo. Cercas de madeira,
muito comuns em tempos remotos, hoje são muito raras, pois foram
substituídas pelo arame. |
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As cercas que o tempo levou |
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| Ariri: Mil e uma Utilidades |
Serra da Caraconha |
O Pôr do Sol no Sertão |